domingo, 2 de novembro de 2014

Vinte anos de saudades

EDUARDO VEIGA DE MATTOS
20 Anos de Saudades
02/11/1994 - 02/11/2014
Há exatos vinte anos, meu pai faleceu, deixando-nos na saudade, e com a responsabilidade de honrar seu nome e seu legado de honestidade, caráter, simplicidade, bom humor.
Este blog representa a minha singela homenagem a esse homem que até hoje me serve de inspiração e de referência.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Citações e pensamentos inspiradores

O registro de frases, pensamentos, citações, era um dos hábitos do meu pai. E gostava de fazer em qualquer papel, caderno, agenda, onde tivesse um espaço para escrever. Já mencionei aqui neste blog, uma das agendas que eu encontrei, repleta de anotações. Pois é dela que eu volto a extrair três citações, de origens completamente diferentes. Mas todas elas com a característica da inspiração e elevação do espírito.


Nem nas profundezas do espaço incomensurável, nem no meio do oceano imenso, nem nas gargantas sombrias das montanhas, encontrarás asilo onde possas escapar das consequências das tuas más ações. (Buddha)
 Faço tudo do melhor modo possível. Dou tudo o que posso. Se o fim for favorável à minha causa, o que se disser contra mim não terá valor algum. Se o fim me for contrário, dez anos jurando que procedi direito não farão a menor diferença. (Abraham Lincoln)
Aquele que não sabe e sabe que não sabe é um sábio. Siga-o. Aquele que não sabe e não sabe que não sabe, é um louco. Cautela com ele. (Provérbio Árabe)


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Homenagem do Centro dos Capitães da Marinha Mercante

Ao centro, o Comandante Álvaro, presidente do CCMM
Meu pai acreditava nos movimentos associativos. Era sindicalizado, sócio de clubes e associações profissionais, entre elas o CCMM - Centro dos Capitães da Marinha Mercante.

O CCMM completou 80 anos em 2013, tendo sido fundado em outubro de 1933 por um grupo de comandantes do Lloyd Brasileiro. No passado, grande parte dos comandantes dos navios brasileiros era composta de portugueses e ingleses. Foi em 1937 que o presidente Getúlio Vargas assinou o decreto de nacionalização do comando, abrindo espaço para o fortalecimento da marinha mercante brasileira e valorização profissional dos marítimos.


O primeiro a esquerda, de paletó branco,
 Comandante Luiz Antônio, um grande amigo.
As fotos registram a homenagem póstuma ao Comandante Veiga Mattos, realizada pelo Centro dos Capitães da Marinha Mercante, durante um almoço no Hotel Guanabara, no centro da cidade do Rio de Janeiro, provavelmente no início do ano de 1995. Eu e minha mãe fomos os convidados para receber a homenagem. Foi um momento emocionante, ao escutar as palavras de carinho e respeito por parte dos colegas de profissão do meu pai, entre eles o Arimathea, os comandantes Luiz Antônio, Ronaldo, Álvaro, João Batista. Infelizmente, não sei identificar todos os que estão nessas fotografias.




domingo, 31 de agosto de 2014

Durante a 2ª Guerra

Em 22 de agosto de 1942, o Brasil entrou na 2ª Guerra Mundial, quando o governo brasileiro tomou a decisão de se juntar aos "Aliados" (liderados por URSS, EUA e Império Britânico), contra as "potências do Eixo" (Alemanha, Itália e Japão). Meu pai, então com 19 anos, estava no arquipélago de Fernando de Noronha, servindo no Exército Brasileiro. A região passou por uma ocupação militar, a partir de fevereiro de 1942, por determinação do Conselho de Segurança Nacional, tendo em vista a sua localização estratégica para as forças militares aliadas.

Assim nos ensina a professora Marieta Borges*: "Cumprindo a determinação, cerca de três mil “pracinhas” foram enviados para o Arquipélago, com todas as dificuldades da arriscada travessia. Lá, por todos os lados, implantou-se o esquema de acomodação dos soldados e de recebimento e instalação de mais de cinqüenta canhões, de outros equipamentos bélicos e de veículos."

Eu já havia tratado desse assunto aqui neste blog, em dezembro de 2013, porém localizei mais uma foto histórica neste acervo pessoal sobre esse período e reproduzo aqui com a legenda, isto é, com a anotação escrita por ele no verso da foto, três dias após a formalização do reconhecimento do estado de guerra por parte do Brasil.

A seção da Floresta após o memorável tiro de 25-VIII-942. F.Noronha.
Pesquisando na internet sobre o assunto, encontrei também a foto seguinte, onde, por coincidência, ele também aparece:



Dois anos depois, em 1944, ele já havia retornado ao Rio de Janeiro, onde, na condição de 3º sargento do Exército, completou o curso de aperfeiçoamento na Escola de Artilharia de Costa. Atualmente essa Escola funciona na Vila Militar, mas na época era na Fortaleza de São João, na Urca, onde hoje está a Escola Superior de Guerra. A anotação no verso é sucinta, mas na foto a marcação em volta do seu rosto é evidente.

Na Escola de Artilharia de Costa - Rio 1944

* Referência: Marieta Borges. Fernando de Noronha e a segunda guerra mundial. Disponível em marietaborges.blogspot.com.br. Acesso em 31 de agosto de 2014.

domingo, 10 de agosto de 2014

Outros momentos de lazer - no Japão

Em momentos de lazer, durante o período que ficou no Japão, em 1960, trabalhando na construção do N/T Presidente Deodoro, meu pai fez alguns passeios. As duas fotografias que selecionei para hoje, simbolizam bem esses momentos, na companhia do colega Mizutani. Observem que o traje era paletó e gravata, mesmo sendo um sábado! A primeira foto tem uma "legenda" escrita por ele no verso que dá explicações sobre o local.

No verso está escrito assim: "6-2-60. Tomando água num bar próximo a praia de Yuiga-hama ao sul da cidade de Kamakura, onde está a célebre estátua do grande Buddha. Esta praia continua em outra chamada Schichiriga-hama. Por aí se vê que praia em japonês é hama. Ambas dão para o golfo de Sagami. Em frente fica a ilha de Enoshima."
O mapa a seguir, ilustra o local descrito acima, para você se localizar.


Na foto seguinte, eles estão em frente à estátua do Grande Buddha de Kamakura. Essa estátua, no templo de Kotoku-in, é uma das mais conhecidas e visitadas no Japão. Instalada a céu aberta, construída no ano de 1252, em bronze e cobre, ela atrai visitantes de todo o mundo até hoje. Para conhecer mais sobre esse templo, visite o seu portal no endereço http://www.kotoku-in.jp

Em frente ao Grande Buddha de Kamakura, em 06/02/1960.